“Esbravejação”
cartografia de um “vestível em fluxo” em suas movências vitais
DOI:
https://doi.org/10.26563/dobras.v18i45.1885Parole chiave:
Esbravejação, Vestíveis em fluxo, Movências criativas e curativas, Processos artístico.pedagógicosAbstract
No presente texto, apresento o processo de criação da obra de dança “Esbravejação”, uma dança que acontece no encontro entre um corpo e um “vestível em fluxo”, composto por uma estrutura de cabeças plásticas. Considerando o processo, enquanto processualidade, a metodologia adotada é a da cartografia que, diferentemente do mapa, é um desenho dinâmico que vai acontecendo ao longo do caminhar, do pesquisar, em que interessam os movimentos, os fluxos, as mudanças, os encontros e as desestabilizações, que produzem a obra em sua vitalidade. Nesta caminhada, alguns autores são convidados a compor essa trama, tais como: Ingold e a proposta de trazer as coisas de volta à vida, compreendendo o fluxo vital a partir da relação entre materiais e forças e não entre matérias e formas; Suely Rolnik, que trata do corpo vibrátil, entendido como o exercício intensivo do sensível, dentre outros. Como cartógrafa-dançante, é por meio das pistas apresentadas nesta cartografia que retomo a proposta dos “vestíveis em fluxo” para refletir acerca das possíveis movências criativas, curativas e, também, artístico-pedagógicas, possibilitadas por essa prática na formação de artistas das artes ao vivo, assim como os futuros figurinistas no contexto contemporâneo das artes. Interessa, no texto, atualizar a prática “vestíveis em fluxo”, como uma das estratégias provocadoras de movências criativas e curativas, capazes de abrir os corpos para uma experiência porosa, dialógica e não hierárquica que se deixa comover pelas coisas do mundo em seus emaranhamentos vitais.
Downloads
Riferimenti bibliografici
BARROS, Manoel de. Poesia completa. São Paulo: Leya, 2010.
BONFITTO, Matteo. Entre o ator e o performer: alteridades, presenças, ambivalências. São Paulo: Perspectiva, 2013.
BRITTO, Fabiana Dultra. Temporalidade em dança: parâmetros para uma história contemporânea. Belo Horizonte: FID Editorial, 2008.
CAETANO, Patrícia de Lima. Pistas somáticas para um estudo da corporeidade: uma aprendizagem das sensações. Fractal: Revista de Psicologia, Dossiê Corporeidade, Niterói, v. 29, n. 2, p. 168-176, maio-ago. 2017. Disponível em: https://www.scielo.br/j/fractal/a/xkmkVZxCqSMtXpR75FVvw5y/#. Acesso em: 20 maio 2024. DOI: https://doi.org/10.22409/1984-0292/v29i2/2226
DELEUZE, Gilles; GUATTARI, Félix. Mil Platôs: Capitalismo e Esquizofrenia v. 1. Trad.: Aurélio Guerra Neto e Celia Pinto Costa. São Paulo: Ed. 34, 1995.
DINIZ, Carolina de Paula. Vestíveis em Fluxo: A relação implicada entre corpo, movimento e o que se veste na cena contemporânea da dança. Dissertação de Mestrado, Programa de Pós-graduação em Dança/UFBA-BA, 2012. Disponível em: https://repositorio.ufba.br/bitstream/ri/7890/1/disserta%C3%A7%C3%A3o%20numerada%20vers%C3%A3o%20final%20vers%C3%A3o%20pdf.pdf. Acesso em: 20 jul. 2024.
INGOLD, Tim. Trazendo as coisas de volta à vida: emaranhados criativos num mundo de materiais. Horizontes Antropológicos, Porto Alegre, ano 18, n. 37, p. 25-44, jan-jun. 2012. Disponível em: https://www.scielo.br/j/ha/a/JRMDwSmzv4Cm9m9fTbLSBMs/. Acesso em: 20 maio 2024. DOI: https://doi.org/10.1590/S0104-71832012000100002
JACQUES, Paola Berenstein. Estética da ginga: A arquitetura das favelas através da obra de Hélio Oiticica. 2. ed. Rio de Janeiro: Casa da Palavra, 2003.
LIBERMAN; LIMA. Um corpo de cartógrafo. Revista Interface - Comunicação, Saúde, Educação. UNESP, v. 19, n. 52, p. 183-194, 2015. Disponível em: SciELO Brasil - Um corpo de cartógrafo. Acesso em: 20 maio 2025. DOI: https://doi.org/10.1590/1807-57622014.0284
LISPECTOR, Clarice. Água viva. São Paulo: Círculo do Livro, 1973.
LOUPPE, Laurence. Poética da Dança Contemporânea. Lisboa: Contredanse, 2012.
LOWEN, Alexander. Bioenergética. Trad. de Maria Silva Mourão Netto. São Paulo: Summus, 1982. (Col. Novas buscas em psicoterapia.)
MESQUITA, Cristiane. Políticas do vestir: recortes em viés. 2008. Tese (Doutorado em Psicologia Clínica) – Núcleo de Estudos da Subjetividade, PUC-SP, São Paulo.
MILLIET, Maria A. O. de. Lygia Clark: Obra-Trajeto. São Paulo: EDUSP, 1992.
PASSOS, Eduardo; KASTRUP, Virgínia; ESCÓSSIA, Liliana da (Orgs.). Pistas do método cartográfico: Pesquisa-intervenção e produção de subjetividade. Porto Alegre: Sulina, 2020.
PIORSKI, Gandhy. Brinquedos do chão: a natureza, o imaginário e o brincar. São Paulo: Peirópolis, 2016.
PRECIOSA, Rosane. Produção Estética: notas sobre roupas, sujeitos e modos de vida. 2. ed. São Paulo: Editora Anhembi Morumbi, 2005. (Col. Moda & Comunicação.)
ROLNIK, Sueli. Cartografia Sentimental: transformações contemporâneas do desejo. 2ª ed. Porto Alegre: Sulina: Editora da UFRGS, 2016.
ROLNIK, Sueli. “Fale com ele” ou como tratar o corpo vibrátil em coma. (2003). Disponível em: https://www.pucsp.br/nucleodesubjetividade/Textos/SUELY/falecomele.pdf. Acesso em: 10 maio 2024.
SALLES, Cecilia. Gesto inacabado: processo de criação artística. 6. ed. São Paulo: Intermeios, 2013.
SETENTA, Jussara Sobreira. O fazer dizer do corpo: dança e performatividade. 2ª edição. Salvador: EDUFBA, 2008. DOI: https://doi.org/10.7476/9788523211967
SILVA, Amabilis de Jesus da. Para evitar o “costume”: Figurino-Dramaturgia. 2005. Dissertação (Mestrado em Teatro) - Programa de Pós-graduação em Teatro, UDESC, Santa Catarina.
SOUZA, Maurício Leonard. Veredas: O corpo habitante da paisagem artística. 2008. Dissertação (Mestrado em Arquitetura) - Programa de Pós-graduação em Arquitetura e Urbanismo, UFMG, Belo Horizonte.
Downloads
Pubblicato
Come citare
Fascicolo
Sezione
Licenza
Copyright (c) 2025 Carolina de Paula Diniz

Questo lavoro è fornito con la licenza Creative Commons Attribuzione - Non commerciale - Condividi allo stesso modo 4.0 Internazionale.
Direitos Autorais para artigos publicados nesta revista são do autor, com direitos de primeira publicação para a revista. Em virtude de aparecerem nesta revista de acesso público, os artigos são de uso gratuito, com atribuições próprias, em aplicações educacionais e não-comerciais







