Jornalismo de moda
elementos do jornalismo e da lógica da marca na cobertura da São Paulo Fashion Week N57 no Instagram da Elle e Vogue Brasil
DOI:
https://doi.org/10.26563/dobras.v19i47.1988Palavras-chave:
Jornalismo de Moda., marca, Jornalismo especializadoResumo
O artigo busca compreender de que maneira o jornalismo de moda, enquanto modalidade especializada, articula, na produção discursiva, elementos da lógica das práticas jornalísticas e da lógica da marca. Examina-se a cobertura da São Paulo Fashion Week N57 das revistas Elle Brasil e Vogue Brasil no Instagram. A metodologia combina Análise de Conteúdo (Bardin, 2002) e Análise de Discurso (Maingueneau, 2008). O estudo articula referências sobre campo social (Bourdieu, 1997; Vos, 2016), lógica da marca (Semprini, 2006), moda e jornalismo. Os resultados mostram que a cobertura dos desfiles no Instagram reflete elementos do jornalismo como a atualidade, verdade e objetividade, assim como funções de informação, seleção e análise, da qual deriva a crítica. Mais de 80% das publicações dos feeds têm a função informativa ou de seleção. Ainda que a “finalidade reconhecida” se realize como informativa, existe a perspectiva analítica. A função de crítica se torna importante para legitimação da atividade no campo jornalístico. O jornalismo de moda fomenta a lógica das marcas, partilhando os universos de sentido associados a elas. Assim, os fundamentos jornalísticos são influenciados pelos princípios e valores do campo da moda, devido a um processo de negociação, além de adaptar-se às dinâmicas da plataforma. A pesquisa conclui que há fluidez na fronteira entre conteúdo editorial e comunicação de marca no jornalismo de moda, não há pluralidade de fontes e distanciamento do interesse público.
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