Crepagem como técnica inclusiva de modelagem para corpos trans
relato de experiência no ensino de Moda e Economia Criativa
DOI:
https://doi.org/10.26563/dobras.v19i47.1994Palavras-chave:
Modelagem de vestuário, Corpos trans, Crepagem, Ensino de moda, Economia criativaResumo
Este artigo apresenta um relato de experiência sobre o curso “Curso de Formação em Modelagem e Costura de Corsés e Figurinos para Artistas com Corpos Trans”, contemplado no edital Da Lei Paulo Gustavo Nº 008/2023 Fomento De Formação Cultural E Direitos Humanos. A proposta foi desenvolvida com uma abordagem pedagógica sensível e inclusiva, fundamentada em metodologias ativas e colaborativas. A técnica da crepagem, também conhecida como modelagem segunda pele, foi adotada como estratégia principal para adaptar moldes às especificidades corporais de pessoas trans, travestis, não bináries e drag queens. Essa técnica demonstrou eficácia na criação de bases de modelagem personalizadas, promovendo a escuta dos corpos, o fortalecimento simbólico das identidades e a autonomia criativa dos participantes. A pesquisa, de natureza qualitativa, aplicada e descritiva, utilizou observação participante e aplicação de questionário estruturado como procedimentos metodológicos. Os resultados indicaram impactos positivos na aprendizagem, na autoestima e na profissionalização dos participantes, especialmente no contexto da economia criativa. Dessa forma, evidencia-se o potencial transformador da crepagem como prática formativa e política. Conclui-se que essa técnica é uma ferramenta viável e acessível para a modelagem inclusiva, com potencial de ampliação para outras tipologias de vestuário.
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