“Quem Ama Não Mata”

O figurino de uma vítima “culpada” e seus contrapontos

Autores/as

DOI:

https://doi.org/10.26563/dobras.v18i43.1880

Palabras clave:

Representações Femininas, Gênero e Audiovisual, Figurino na Televisão Brasileira, Quem Ama Não Mata

Resumen

O presente artigo investiga como foi construído o figurino da minissérie Quem Ama Não Mata, a partir da análise da protagonista Alice e seus contrapontos na produção, Odete e Laura. A trama, escrita por Euclydes Marinho foi originalmente exibida em 1982 pela Rede Globo de Televisão, no horário das 22 horas.  Seu título chama a atenção por ser apropriado de um slogan presente no movimento feminista que surgiu na cidade de Belo Horizonte no ano de 1980 – após dois crimes emblemáticos de feminicídio em menos de 15 dias. Reconhecendo a carga simbólica da frase, também é observada a construção narrativa, a fim de compreender, não só imageticamente, como Alice foi conduzida, visto a relevância e atualidade do tema para o período em que foi exibida.

 

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Biografía del autor/a

Laise Lutz Condé de Castro, Universidade Federal de Juiz de Fora

Doutora pelo Programa de Pós-Graduação em Artes, Cultura e Linguagens da Universidade Federal de Juiz de Fora.

Citas

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A imagem mostra duas pessoas em trajes típicos, com a palavra 'Dossiê' exibida no canto superior esquerdo.

Publicado

2025-04-01

Cómo citar

CASTRO, L. L. C. de. “Quem Ama Não Mata”: O figurino de uma vítima “culpada” e seus contrapontos. dObra[s] – revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda, [S. l.], v. 18, n. 43, p. 73–92, 2025. DOI: 10.26563/dobras.v18i43.1880. Disponível em: https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/view/1880. Acesso em: 3 abr. 2025.

Número

Sección

Dossiê