Corpo, memória e moda
a moda afro-brasileira como resistência
DOI:
https://doi.org/10.26563/dobras.v19i47.1950Parole chiave:
Memória, Temporalidade, Resistência, Moda Afrobrasileira, Walter BenjaminAbstract
ao longo das últimas décadas, percebemos que grande parte da cultura contemporânea se organiza em torno da memória. Em outras palavras, observamos a evidência de passados em diversos espaços do cotidiano. Se antes compreendíamos como espaços possíveis para a atividade da memória os espaços mais institucionalizados, hoje, meios de comunicação, Internet, móveis e a moda podem ser espaços de relação mais ou menos intensa com os passados, além de possibilitarem a construção de uma cultura histórica com base em um esforço reflexivo. Esse comportamento é consequência de uma temporalidade específica e de um comportamento próprio que chamamos de Giro Ético-Político, descrito pelo historiador Marcelo Rangel. Desse modo, buscamos tematizar aqui como a moda afro-brasileira faz parte dessa mobilização cultural que evidência passados, assim como de um comportamento ético-político comum ao final do século XX e início do século XXI. Para isso utilizaremos a descrição de temporalidade contemporânea feita por Andreas Huyssen, assim como o pensamento de Neusa Santos para delimitar a constituição da cultura brasileira acerca do corpo negro. Nosso objetivo é demonstrar como a moda é um espaço de construção de identidades e memória.
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