Da tradição à contemporaneidade na alfaiataria
costurando memórias e territórios
DOI:
https://doi.org/10.26563/dobras.v19i47.2027Palavras-chave:
Alfaiataria, Gênero, Trabalho, Tradição, ContemporaneidadeResumo
O artigo propõe uma reflexão sobre a alfaiataria como campo de produção de saberes e identidades, investigando suas transformações entre a tradição e a contemporaneidade. Este trabalho é um recorte da dissertação de mestrado da autora, desenvolvida no Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais (PPG-Artes). A pesquisa parte da experiência pessoal da autora como alfaiate e artista, fazendo um paralelo entre sua experiência no ofício na Inglaterra - Sevile Row e no Brasil – Belo Horizonte, para examinar como os gestos, técnicas e relações de trabalho nesse ofício revelam dinâmicas de gênero e poder historicamente consolidadas. O estudo aborda a inserção das mulheres na alfaiataria, destacando como suas presenças e experiências têm contribuído para ressignificar modos de fazer, relações laborais e imaginários associados ao ofício. Assim, a alfaiataria se apresenta como espaço de encontro entre práticas manuais e processos criativos, onde o fazer artesanal assume dimensões políticas, poéticas e afetivas, revelando potências de transformação no tempo presente.
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