Tecendo ausências

corpos negros, práticas têxteis e o silêncio das narrativas no design e na moda

Autores

DOI:

https://doi.org/10.26563/dobras.v19i47.2041

Palavras-chave:

Design de Moda, Corpos Negros, Interseccionalidade, Práticas Decoloniais, Memória e Materialidade

Resumo

Este artigo examina como as práticas têxteis de pessoas negras são epistemologias próprias do fazer, tensionando os paradigmas eurocêntricos do design e propondo outras formas de produzir, narrar e lembrar. Adotando uma abordagem decolonial e interseccional, a pesquisa analisa as ausências de corpos negros na historiografia do design de moda brasileiro, investigando como raça, gênero e classe atravessam a constituição histórica do trabalho têxtil no país. Por meio de revisão bibliográfica situada, análise de narrativas históricas e exame de práticas contemporâneas, identifica-se como o fazer tecido negro opera como território de memória, resistência e criação política. Os resultados demonstram que as práticas têxteis negras — historicamente situadas nos espaços domésticos, nas bordas da indústria e nas margens das artes — configuram uma episteme que desafia a colonialidade do saber no design. Concluir que reinterpretar o campo do design de moda brasileiro a partir das trajetórias e práticas de pessoas negras é fundamental para uma historiografia decolonial que reconheça o fazer têxtil como território político de transformação social.

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Biografia Autor

Felipe Guimarães Fleury, Universidade Anhembi Morumbi

Doutor em Design pela Universidade Anhembi Morumbi (UAM) e docente da mesma universidade.

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Publicado

2026-07-28

Como Citar

GUIMARÃES FLEURY, Felipe. Tecendo ausências: corpos negros, práticas têxteis e o silêncio das narrativas no design e na moda. dObra[s] – revista da Associação Brasileira de Estudos de Pesquisas em Moda, [S. l.], v. 19, n. 47, p. 176–191, 2026. DOI: 10.26563/dobras.v19i47.2041. Disponível em: https://dobras.emnuvens.com.br/dobras/article/view/2041. Acesso em: 30 jul. 2026.

Edição

Secção

Dossiê