A questão da formalidade no vestuário carioca no início do séc. XX
DOI:
https://doi.org/10.26563/dobras.v19i46.1998Palabras clave:
História do vestuário no Brasil, Códigos de comportamento urbano, Regras de uso do traje, Rio de Janeiro, Primeira metade do século XXResumen
Este artigo discute a formalidade no vestuário e sua relação com as práticas sociais retratada numa série fotográfica de família, no Rio de Janeiro, nas primeiras décadas do século XX. A partir da identificação do padrão vigente em manuais de etiqueta e da análise dos trajes de 149 fotografias, feitas entre 1890 e 1955, foi identificada a disposição objetiva do consumo de vestuário por frações das camadas médias urbanas da capital brasileira. Partindo dos pressupostos teórico-metodológicos de Bourdieu (1979) para identificar o estrato social do grupo familiar, e de Ruffié (1982), Barthes (1988) e Eco (1991) que compreendem o vestuário como linguagem não verbal, empregamos uma metodologia elaborada a partir dos conceitos de Ostrower (1983) e Mauad (1996) para realizar a análise. A formalidade surge como um eixo central, ligado às fronteiras entre o público e o privado, ilustrando a ritualização do cotidiano nos usos do vestuário, em cinquenta anos. Com isso, buscamos contribuir para o estudo histórico das formas vestimentares no Brasil.
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